As primeiras novelas da Globo enfrentaram forte concorrência, mas em quatro anos, caíram no gosto popular

Por Redação em 26/04/2021 às 20:14:03

A concorrência quando o assunto era teledramaturgia era muito grande nos anos 60.

Mais precisamente em 1965, quando a Globo surgiu, a TV Excelsior, TV Record e TV Tupi disputavam a liderança de audiência e as novelas eram um dos pilares da programação delas. Entrar no jogo com a 'bola rolando' foi tarefa difícil.

Hoje conhecida e reconhecida por suas produções de dramaturgia, a Globo, curiosamente, não apostou suas fichas iniciais no gênero. Na programação inicial, as novelas não faziam parte. Só começou a 'aparecer' em sua tela em agosto de 1965 com 'Ilusões Perdidas'.

A produção sistemática das novelas iria demorar um pouco. Apenas em março de 1966, com 'Eu Compro Essa Mulher', a Globo começou a montar um esquema regular de produção montando seu Departamento de Teledramaturgia, dando início à sua fase de 'dramalhões' que se passavam em Chicago, França, Áustria ou até mesmo no deserto do Saara.

Nesta fase inicial as novelas da Globo registravam audiências baixas. A 'virada' aconteceu com 'Rosa Rebelde' de Janete Clair em 1969. Antes disso, uma 'briga de egos' agitou os bastidores da Globo envolvendo Janete e Glória Magadan, a autora cubana que mandava e desmandava no gênero.

O sucesso de Janete Clair e suas histórias foram o estopim para que o reinado de Magadan terminasse na Globo e abrisse caminho para que personagens como Maurice Dummond, Juan Gallardo, Otto Von Luckner dessem lugar à Rosa, Andreia, Luciano, Sandro, João e tantos outros que se aproximavam mais da realidade brasileira.

A partir de 'Irmãos Coragem' (1970), a Globo passaria a liderar de vez a audiência e a produção de novelas no Brasil.


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