'Repórter Record Investigação' mostra o avanço do crack no interior do Nordeste

Por Redação em 10/02/2021 às 14:00:00

O Repórter Record Investigação dessa quinta-feira (11), vai mostrar o avanço devastador do crack em cidades pequenas do Nordeste.

Dos grandes centros urbanos, o crack entrou de vez nas pequenas cidades brasileiras. Um avanço avassalador, que atinge principalmente os jovens mais pobres.

Atualmente, o país não tem nenhuma pesquisa sobre o número de usuários em municípios com menos de 30 mil habitantes. O estudo mais completo foi divulgado lá atrás, em 2013, pela Fiocruz do Rio de Janeiro.

A região nordestina concentrava, na época, quase metade dos dependentes. Os repórteres Romeu Piccoli, Gisele Barbieri e Michel mendes viajaram pelo interior do Nordeste para mostrar como as famílias enfrentam esse problema. E se existe amparo social aos que precisam de ajuda. A edição é de Ivandra Previdi.

Além disso, os jovens acabam se endividando com os traficantes. E muitos deles são jurados de morte e assassinados.

Do Carlos Alexandre, só sobraram as lembranças gravadas em imagens. E a dor profunda da mãe. "Se eu internasse meu filho, hoje ele não estaria debaixo da terra", diz dona Dalva.

Dona Dalva tentou de tudo para afastar o filho do crack, que ele descobriu ainda criança. Carlos Alexandre vendeu botijão, ventilador e ferro elétrico para usar pedra. Para mantê-lo longe das drogas, ela o acorrentou ao pé do sofá da sala. Mas não adiantou. Dois meses depois, ele fugiu e foi assassinado em seguida. "Eu sabia que ele iria ser morto, tinha certeza", confessa a mãe.

Nataly, de 17 anos, também é dependente. Sua mãe passou madrugadas em claro, percorreu favelas, lidou com traficantes. Tudo para descobrir o paradeiro da menina, também ameaçada de morte por traficantes.

"Entrei em lugares onde não deveria para resgatar minha filha. Sempre pedi ajuda, mas nunca consegui interná-la", desabafa a mãe, que prefere não se identificar.

Nossa equipe também vai contar a história de um casal que vive em função do álcool e do crack. Francisco e Meirinha deixam de comprar comida para usar droga, muitas vezes na frente dos filhos.

"Eu não deixo meus filhos jogados. Minha mente está sempre pensando neles", tenta justificar Francisco.

E mais: dona Ascelina se viu obrigada a se afastar do filho caçula. Por causa do crack, o jovem ficava incontrolável. Quebrava a casa e agredia a mãe.

Hoje, Dona Ascelina está mais segura com o ele na cadeia.

"Tudo o que você pode imaginar que um filho pode fazer de ruim para uma mãe meu filho fez", revela dona Ascelina.

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