Os 'anos 70' foram anos de telenovelas memoráveis! Elegemos nosso Top5! Veja!

Por Rodrigo Felício em 09/09/2020 às 20:11:38
Cena da novela "Dancin' Days", um grande sucesso que marcou a década!

Cena da novela "Dancin' Days", um grande sucesso que marcou a década!


Hoje é dia do nosso Top Five de novelas dos anos 70.


Antes de mais nada, mais uma vez, quero me antecipar e já me defender. Este texto não é sobre as melhores novelas da década de 70, mas a minha seleção das que considero mais importantes, ou seja, aquelas que, de alguma forma, foram decisivas para alguma mudança ou evolução.

Qualquer reclamação, falem com a Santa Clara!

Para reclamações com relação ao Top Five, bota o joelho no chão e fale com a padroeira da Televisão Brasileira, Santa Clara.

Dito isso, vamos ao Top 5 dos anos 70 (a ordem é cronológica):

Irmãos Coragem (1970)

Falamos de "Irmãos Coragem" por diversas vezes aqui nas matérias anteriores. A novela foi muito importante na grande "virada" da Globo, quer passou a exercer a hegemonia na audiência. Mais do que isso, a novela de Janete Clair "matou" de vez a era dos dramalhões que assolaram a TV nos anos 60.

A trama contava a história de João (Tarcísio Meira), Jerônimo (Cláudio Cavalcanti) e Duda (Cláudio Marzo), os "irmãos coragem", que moravam na fictícia cidade de Coroado, governada pelo inescrupuloso Pedro Barros (Gilberto Martinho). O vilão fazia de tudo para se manter no poder.

Quer saber mais sobre a novela? Como já escrevemos sobre ela, leia os textos "Novelão de Janete Clair foi uma das responsáveis pela guinada da Globo" e "Irmãos Coragem pôs fim à era de dramalhões na Globo".

O Bem Amado (1973)

Primeira novela em cores do Brasil, "O Bem Amado" fez muito sucesso ao trazer um estilo bem "abrasileirado" de folhetim. As mazelas políticas e sociais de uma cidade fictícia, batizada de Sucupira, num tom de humor, era contada através do protagonista: Com um discurso demagógico, Odorico Paraguaçu (Paulo Gracindo) se elege como prefeito com a promessa de construir um cemitério na cidade.

Odorico Paraguaçu (Paulo Gracindo) entre as 'irmãs Cajazeiras'

A chegada do matador Zeca Diabo (Lima Duarte) dá "esperança" ao prefeito de cumprir sua promessa. Mas Zeca não mata mais "nem uma mosca". Com o passar da novela, Zeca descobre que Odorico foi responsável por uma injustiça em seu passado e decide mata-lo, inaugurando, enfim, no final da história, o cemitério da cidade.

Conforme falamos ontem na matéria especial sobre a Censura, as palavras "coronel" e "capitão" foram proibidas. Os censores não queriam uma co-relação da história com os militares.

Mulheres de Areia (1973)

Ivani Ribeiro escreveu um dos maiores sucessos da TV Tupi naquela década. Era a história das irmãs gêmeas, uma má (Raquel) e uma boa (Ruth), numa pequena vila de pescadores. Em determinado momento, a vilã era dada como morta e, Ruth, assume a identidade da irmã, numa trama de "tirar o fôlego".

Eva Wilma em cena na primeira versão de "Mulheres de Areia" em 1973

Vividas por Eva Wilma, a trama foi um grande marco da emissora. Foi um "sopro" fora Globo, que já era líder de audiência. Eva chegou a ganhar prêmio de melhor atriz APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte).

A Globo decidiu fazer um remake da história em 1993 com Glória Pires no papel principal e foi, novamente, um grande sucesso.

O Rebú (1975)

Novela inteira que se passava em 24 horas, o público não sabia "quem matou" e nem "quem morreu". O mistério era revelado apenas após pouco mais de 100 capítulos

Imagina uma novela de 112 capítulos com uma história que se passa em apenas 24 horas? "O Rebú" marcou não só pelo sucesso, mas pela ousadia em contar a história de uma maneira diferente. Rompia de vez a narrativa tradicional das novelas até então.

Braulio Pedroso, que já tinha revolucionado o gênero com "Beto Rockfeller", mais uma vez deixaria seu nome cravado na história da dramaturgia nacional.

Na trama, o milionário Conrad Mahler (Ziembiski) organiza uma festa em sua mansão para recepcionar a princesa italiana Olimpia Boncompagni (Marília Branco). Todos querem participar e vários "penetras" adentram na festa, desde bandidos, malandros, artistas e socialites. A noite termina com um crime: um corpo aparece boiando na piscina. Todos os convidados da festa são suspeitos, assim como as outras pessoas que estiveram na mansão durante o evento. Além do "quem matou?", o público se questionava "quem morreu?"

A Globo reeditou a novela como "novela das dez" em 2014.

Dancin" Days (1978)

Baseada num argumento de Janete Clair, mas escrita por Gilberto Braga, a novela foi um marco. Até hoje é lembrada para ilustrar os anos 70, pelo clima musical e pela moda que ditou regras. A novela contava a história de Júlia (Sônia Braga) e sua inescrupulosa irmã, Yolanda (Joana Fomm).

Novela 'Dancin' Days' é uma das mais lembrada dos anos 70

Julia, havia sido presa por atropelar um homem e deixou uma filha (Gloria Pires) que fora criada pela irmã. Ao sair da prisão, Julia tenta se reaproximar da filha usando uma identidade falsa e tem embates memoráveis com Yolanda. Não adianta nada! A filha a rejeita, principalmente quando descobre a farsa da mãe.

Após ser presa de novo, injustamente, ela vai embora do Brasil e volta como Tieta voltou para o Agreste: rica, poderosa e disposta a se vingar de seus inimigos, inclusive sua irmã.

Tudo isso com uma trilha sonora que marcou época, cores que deixam os olhos brilhando e um astral que contagiou o público.

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