Conhecido por suas 'Helenas', primeira novela escrita por Manoel Carlos, em 1952, foi uma adaptação de... 'Helena'

Por Rodrigo Felicio ([email protected]) em 16/04/2022 às 17:01:00

O "Memória da TV" está prestando uma homenagem às telenovelas, que em dezembro de 2021 comemorou 70 anos no Brasil. E nossa viagem, que já começou, é "de trás para frente", porem esta chegando ao final.

Este é o nosso penúltimo texto! ? But, não chore, caro leitor. Aproveite para ler todos os textos que publicamos. Eles estão reunidos aqui!

Hoje vamos falar de uma novela que foi bastante importante no início dos anos 50. Numa época em que o gênero ainda não estava consolidado e quase não havia novelas no ar, a TV Paulista, que queria "chegar, chegando", estreou suas transmissões com uma telenovela no ar.

Sim, a TV Tupi não teve muita "paz" e nem muito tempo de "reinar" sozinha e soberana no imaginário dos paulistanos.

Era 14 de março de 1952.

O então jovem diretor, câmera e autor Manoel Carlos, que anos mais tarde seria conhecido como "Maneco", adaptou o romance "Helena" de Machado de Assis. Foi a primeira novela de sua carreira. O nome feminino seria uma de duas marcas ao escrever novelas na Globo, décadas depois: todas suas protagonistas teriam o mesmo nome.

Nos anos 80, 90 e 2000, as principais novelas de Manoel Carlos tinham a personagem de nome Helena como protagonista. Viveram as personagens Lilian Lemmertz ("Baila Comigo", 1981), Maitê Proença ("Felicidade", 1991), Regina Duarte ("História de Amor", 1995, "Por Amor", 1997, "Páginas da Vida", 2006), Vera Fischer ("Laços de Família", 2000), Christiane Torloni ("Mulheres Apaixonadas", 2002), Taís Araújo ("Viver a Vida", 2009) e Bruna Marquezini, Julia Dalavia e Júlia Lemmertz ("Em Família", 2014). Justamente a última atriz a viver uma personagem "Helena", Júlia, era filha de Lilian, que tinha sido a primeira no início dos anos 80.

Mas vamos voltar à novela da TV Paulista.


A primeira versão de "Helena" foi fielmente adaptada da obra literária. Contava a história da mulher que sempre fora considerada uma filha abastarda, porém é reconhecida e acolhida pela família de seu pai, quando este falece. Ele deixa para ela uma fortuna e a doce menina começa a conquistar a todos com sua presteza e humildade.

O papel título foi vivido por Vera Nunes e, seu par romântico, na pela de Estácio, estava Paulo Goulart. A atriz Jane Batista também fez parte do elenco. A direção da produção foi de Ruggero Jacobi.

A transmissão da novela, ao vivo, era feita de dentro de um apartamento no bairro da consolação de São Paulo.

Em 1975 a Globo fez nova versão da história, agora com Lúcia Alves no papel principal.


No elenco ainda Osmar Prado, Ida Gomes e José Augusto Branco. A adaptação foi conduzida por Gilberto Braga e contada em 20 capítulos (as novelas das 18h eram menores no início da faixa).

Pouco mais de dez anos depois, em 1987, o romance de Machado de Assis rendeu outra versão para a TV, adaptado por Mário Prata, Dagomir Marquezi e Reinaldo Moraes, em uma produção da TV Manchete. No elenco, Luciana Braga e Thales Pan Chacon viveram os protagonistas Helena e Estácio.

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