'Profissão Repórter': Paternidade precoce e a luta de mães que precisam criar seus filhos sozinhas

Por Redação em 12/04/2022 às 10:04:00

Nos últimos anos, a paternidade precoce teve um crescimento significativo entre os menores que cumprem medida socioeducativa na Fundação Casa, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. Um em cada três jovens na unidade já tem filho ou está em vias de ser pai. Através deste recorte, o "Profissão Repórter" desta semana transita sobre a origem deste dado tão significativo, que impulsionou a criação de um programa pioneiro de sensibilização para a paternidade responsável, chamado "Pega que o filho é teu", que promove oficinas para ensinar sobre o cuidado com bebês e palestras para conscientizar que a criação de uma criança não é só responsabilidade da mãe. O repórter Chico Bahia, os repórteres cinematográficos Luiz Silva e Silva e Eduardo de Paula acompanharam o cotidiano na unidade.

Outro levantamento chamou a atenção das assistentes sociais: quase dois terços dos jovens internados não tiveram o pai presente durante a criação. "A questão da paternidade é algo muito delicado na vida desses adolescentes. A maioria não teve o pai na infância. Esse programa foi pensado justamente para quebrar esse ciclo de sofrimento que a falta do pai acarreta", afirma Márcia Ligia Vieira, assistente social da Fundação Casa e uma das idealizadoras deste projeto, que abrange também os familiares destes pais adolescentes.

O programa também viajou até São Luis do Maranhão, onde o mutirão "Meu pai tem nome" oferece atendimento jurídico gratuito para reconhecimento de paternidade biológica. O evento acontece em todo o país, mas o estado foi o que mais disponibilizou postos de atendimento. Nos últimos cinco anos, foram emitidas 442.744 certidões de nascimento por lá. Destas, mais de 40 mil não têm o nome do pai e foram atualizadas depois. Um desses casos é o dos irmãos gêmeos Jadaías e Jedaías, de nove anos, que têm agora o nome do pai na certidão graças ao mutirão que chegou ao complexo penitenciário de Pedrinhas, como mostram o André Neves Sampaio e o repórter cinematográfico Leandro Matozo.

Já Caco Barcellos e o repórter Chico Bahia visitam os municípios de Osasco e Barueri, em São Paulo, para entrevistar familiares de vítimas de uma chacina ocorrida em agosto de 2015, que deixaram esposas e filhos desamparados. No total, foram 23 homens executados em uma vingança por conta da morte de dois policiais. No entanto, foi comprovado posteriormente que nenhum deles tinha ligação com esta história. A dupla encontrou famílias como a de Ângela, que ficou viúva com as três filhas pequenas; e Vanessa, que estava grávida de nove meses quando o marido Diego foi assassinado.

O "Profissão Repórter" desta terça-feira começa logo depois do "Big Brother Brasil".


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