TV Cultura produz s√©rie in√©dita sobre desmatamento na Amaz√īnia

Por Redação em 12/01/2022 às 13:04:00

A partir deste domingo (16/1), vai ao ar na TV Cultura a série inédita Amazônia: entre a vida e a morte. Em parceria com o Amazon rainforest journalism fund e o Pulitzer Center, a produ√ß√£o mostra a situa√ß√£o no novo polo de desmatamento na Amazônia. A regi√£o, na divisa dos estados do Acre, Amazonas e Rondônia, é chamada de Amacro. A produ√ß√£o dividida em quatro episódios é exibida a partir das 16h30.


A equipe comandada pela premiada repórter La√≠s Duarte viajou de Porto Velho, em Rondônia, à cidade de L√°brea, no Amazonas, pela rodovia BR 319. A estrada é pol√™mica porque corta mais de cem terras demarcadas e unidades de conserva√ß√£o. A rodovia est√° sendo reasfaltada, obra que recebe duras cr√≠ticas dos ambientalistas e povos ind√≠genas da regi√£o.

Entre os entrevistados, destaca-se a ambientalista Ivaneide Bandeira. Ela vive numa espécie de bunker, cercada de grades e c√Ęmeras, por causa das constantes amea√ßas de morte que recebe.

A série mostra que a taxa de desmatamento na Amazônia legal brasileira teve um aumento de quase 22% em um ano, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Esse é o maior √≠ndice de devasta√ß√£o da maior floresta tropical do mundo desde 2006, segundo as medi√ß√Ķes do projeto que monitora a destrui√ß√£o na Amazônia legal, o PRODES. A equipe de reportagem testemunha que a destrui√ß√£o da floresta é motivada pela extra√ß√£o de madeira ilegal, muitas vezes em terras p√ļblicas, para dar lugar a pecu√°ria e a soja.

Em L√°brea, cidade onde termina a Rodovia Transamazônica, segundo o IBGE no censo de 2010, 3330 pessoas se autodeclararam ind√≠genas. L√°, a equipe entra em regi√Ķes de matas recuperadas e protegidas pelos ind√≠genas. Desde 2011, eles contam com a ajuda da ONG Opera√ß√£o Amazônia Nativa para adotar o Sistema Agroflorestal -iniciativa que produz alimentos sem prejudicar o meio ambiente.

Domingo (16/1), às 16h30 e reapresenta√ß√£o quarta-feira (19/1), às 23h

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