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#70AnosDaTelenovela

'O Rebú' inovou a contar por 5 meses uma história que se passava em 2 dias


O "Memória da TV" está prestando uma homenagem às telenovelas, que em dezembro deste ano comemoram 70 anos no Brasil. E nossa viagem, que já começou, é "de trás para frente".

Regularmente, um texto novinho pra você, com curiosidades e muita história.

Imagine uma novela, exibida por 5 meses com uma trama que se passa em apenas dois dias? Ousado, não? Agora acrescente a isso 3 mistérios: um assassinato acontece e o público não sabe quem matou, quem morreu e porque o assassinato aconteceu. Mais ousado ainda, nénon?

Essa trama inovadora – e muito bem escrita – foi da novela "O Rebú", criada por Bráulio Pedroso e que teve a direção de Walter Avancini, Jardel Mello e Daniel Filho.

Exibida em 1974, a história se passava em uma mansão no Alto da Boa Vista, no Rio de Janeiro. Lá, o milionário banqueiro Conrad Mahler (Ziembinski) organiza uma festa para recepcionar a princesa italiana Olympia Boncompagni (Marília Branco), de passagem pelo país. Ao amanhecer, os convidados descobrem um cadáver boiando, de bruços, na piscina. Além de desconhecer a identidade do assassino e a razão do crime, o público também não sabia quem tinha sido assassinado.


Entre os 24 convidados – todos suspeitos, assim como o próprio anfitrião –, estão Boneco (Lima Duarte), ladrão paulista que encontra o convite da festa durante um assalto e se faz passar por um industrial italiano para roubar o banqueiro; o milionário Braga (José Lewgoy) e sua esposa, Lídia (Arlete Salles); e Laio (Carlos Vereza), industrial autista casado com Maria Helena (Maria Cláudia).


Durante vários capítulos, o corpo permanece boiando na piscina. Pelos cabelos curtos da vítima, presume-se que o corpo seja de um homem, mas essa certeza deixa de existir depois que uma das cenas em flashback mostra uma brincadeira ocorrida durante a festa: algumas mulheres cortam os cabelos e vestem roupas masculinas, mantendo o suspense em torno da identidade da vítima. Só no meio da trama, através de uma tomada submarina, é revelado que a vítima é a jovem Sílvia (Bete Mendes), assassinada por Conrad Mahler por ciúmes de Cauê (Buza Ferraz), rapaz que vivia sob proteção do banqueiro, numa clara insinuação de homossexualismo. A identidade do assassino só é descoberta no último capítulo.

Não foi a primeira vez que uma telenovela abordou a homossexualidade, mas foi um das primeiras – senão a primeira – onde o assunto permeou a trama central de uma história. Conrad Mahler, o protagonista, tinha um caso com o garotão Cauê. Para passar pela Censura Federal, foi exigido que Cauê aparecesse como filho adotivo do velho. Porém, tudo ficava claro nas entrelinhas, principalmente pelas atitudes dos dois no decorrer da trama.

Em 2014, a Globo reeditou a trama pelas mãos de George Moura e Sérgio. Apesar do mote principal ter sido mantido desta vez a anfitriã da festa era Ângela Mahler (Patrícia Pillar), poderosa empreiteira que decide celebrar o lançamento de um grande projeto de exploração de petróleo. A festa, regada a música eletrônica, álcool, sexo e drogas, termina quando o profissional de tecnologia Bruno Ferraz (Daniel de Oliveira) é encontrado morto na piscina. Nesta versão, a identidade da vítima é revelada já no primeiro capítulo. No último capítulo o público descobria que Duda (Sophie Charlotte), a filha de criação de Ângela, era a assassina do rapaz.


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