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#70AnosDaTelenovela

Censurada em 1975, 'Roque Santeiro' foi um 'furacão brasileiro' em 1985


O "Memória da TV" está prestando uma homenagem às telenovelas, que em dezembro deste ano comemoram 70 anos no Brasil. E nossa viagem, que já começou, é "de trás para frente".

Regularmente, um texto novinho pra você, com curiosidades e muita história.

Em 1975, a novela "Roque Santeiro" teve uma versão proibida, protagonizada por Betty Faria (Porcina), Lima Duarte (Sinhozinho Malta) e Francisco Cuoco (Roque Santeiro). Quando a censura decretou o cancelamento da trama, já haviam sido gravados 30 capítulos. O motivo da proibição? A Censura Federal descobriu que a novela se tratava de uma adaptação do texto teatral "O Berço do Herói", escrito por Dias Gomes, em 1963, e que já havia sido proibido. No dia da proibição, o locutor Cid Moreira leu no "Jornal Nacional" um editorial assinado pelo presidente da Rede Globo, Roberto Marinho, anunciando o veto. Em meio à comoção da equipe, a emissora teve apenas três meses para produzir outra novela. Para preencher o buraco na programação, foi exibida uma reprise compacta de "Selva de Pedra" (1972), de Janete Clair, enquanto a autora criava uma história inédita, "Pecado Capital" (1975).

Versão censurada de 'Roque Santeiro' (1975)

Dez anos depois, em 1985, com a Censura caminhando para o fim, juntamente com o Regime Militar, Boni, então diretor da Globo, decidiu resgatar a trama e, finalmente produzir a novela. A nova versão de "Roque Santeiro" era praticamente a mesma que havia sido censurada em 1975. Quase nenhum personagem novo foi introduzido, e a trama central da história se manteve idêntica, com poucas adaptações. Na nova versão, Asa Branca deixou de ser apenas uma cidade do interior da Bahia para representar uma mistura de várias regiões brasileiras.


A novela foi uma grande sátira à exploração política e comercial da fé popular. Na cidade de Asa Branca, os moradores vivem em função dos supostos milagres de Roque Santeiro (José Wilker), um coroinha e artesão de santos de barro que teria morrido como mártir ao defender a cidade do bandido Navalhada (Oswaldo Loureiro). O falso santo, porém, reaparece em carne e osso 17 anos depois, ameaçando o poder e a riqueza das autoridades locais. Entre os que se sentem ameaçados com a volta de Roque estão o conservador padre Hipólito (Paulo Gracindo), o prefeito Florindo Abelha (Ary Fontoura), o comerciante Zé das Medalhas (Armando Bógus) – principal explorador da imagem do santo – e o temido fazendeiro Sinhozinho Malta (Lima Duarte), amante da pretensa viúva do santo, a fogosa Porcina (Regina Duarte).


Incentivada por Sinhozinho, Porcina – que sequer conhecia Roque – espalhou a mentira de que havia se casado com o santeiro, e acabou se transformando em patrimônio da cidade. Quando conhece Roque, apaixona-se de fato por ele, formando com Sinhozinho e o santo o principal triângulo amoroso da trama.

Já deu pra perceber acima o elenco de peso da trama. Além dos mencionados, se destacaram Claudia Raia, Maurício Mattar e Patrícia Pillar (os três estreantes nas novelas). Yoná Magalhães, Eloísa Mafalda, Ary Fontoura e Cássia Kiss.


Aguinaldo Silva passou a escrever "Roque Santeiro" a partir do capítulo 41, com a incumbência de dar continuidade à trama. Para isso, contou com a colaboração de três profissionais: os escritores Marcílio Morais e Joaquim de Assis, e a pesquisadora Lilian Garcia. Segundo Aguinaldo, quase no final da trama, no capítulo 163, Dias Gomes declarou que gostaria de finalizar a novela, e acabou escrevendo os capítulos finais. Apesar de democrática, a divisão de autoria chegou a beirar uma crise de ciúmes entre os dois roteiristas.

Polêmicas à parte, "Roque Santeiro" merece um capítulo especial e de grande destaque na história da telenovela.

Caso raro na TV, a novela "Roque Santeiro" registrou 100% de audiência no capítulo de 13/08/1985. Com 84 pontos de média, todos os aparelhos de TV ligados no Rio de Janeiro, estavam sintonizados na Globo. Todas as demais emissoras estavam com 0 de audiência. Em São Paulo, a trama também registrou excelente desempenho e foi um dos maiores sucessos da emissora, literalmente "parando" o Brasil à cada capítulo.

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Com informações do 'Memória Globo'

Roque Santeiro Telenovelas Novelas

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