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#70AnosDaTelenovela

Prestes a ganhar remake no streaming, 'Dona Beija' foi a primeira novela a apostar no erotismo e fez a Manchete bater a Globo no Ibope com dramaturgia pela primeira vez


O "Memória da TV" está prestando uma homenagem às telenovelas, que em dezembro deste ano comemoram 70 anos no Brasil. E nossa viagem, que já começou, é "de trás para frente".

Regularmente, um texto novinho pra você, com curiosidades e muita história.

Muito antes de "Pantanal", referência para se falar em "derrotas" impostas à Globo no Ibope, a TV Manchete deu um duro golpe na líder de audiência na metade dos anos 80. Mais precisamente em 1986.

Com a novela "Dona Beija", a emissora de Adolpho Bloch "devolveu" prestígio às tramas de época e, no Rio de Janeiro, bateu a Globo em audiência. Em São Paulo, principal mercado do país, a novela também foi bem, comparada às anteriores, chegando a quadruplicar a os números da faixa horária. No Rio de Janeiro estreou com 24 pontos e, em São Paulo, 04. Aos poucos foi conquistando o mercado paulista e chegou a médias de 12 pontos. Um feito para a emissora na época.


Reunindo um elenco de estrelas encabeçado por Maitê Proença, "Dona Beija" apostou numa história bem contada de Ana Jacinta de São José, conhecida como Dona Beija, no século 19. Desafiando a moral e os costumes da época, ela se apaixonou aos 15 anos por Antônio (Gracindo Jr) e, após a morte de seu avô, é levada de Araxá e mantida como amante em um casarão por Mota (Carlos Alberto), ouvidor do Rei.

Para se vingar, enquanto ele não está em casa, em troca de joias e dinheiro, transa com homens que à desejam. Quando o ouvir é chamado para voltar ás suas terras, deixa Beija, que já acumulou uma fortuna. Ela então retorna à Araxa em busca de seu amor do passado. No retorno, encontra Antônio já casado e, amargurada, abre um bordel.

A novela, uma surper-produção da Manchete, trouxe Herval Rossano de volta à direção de uma trama de época. Ele tinha no currículo a primeira versão de "Escrava Isaura", um grande sucesso da Globo. O diretor conseguiu ainda seduzir astros globais que toparam a nova empreitada: Bia Seidl, Mayara Magri, Marilu Bueno, Arlete Salles, Jayme Periard, Monah Delacy, João Signorelli e Nina de Pádua.

Para escrever a história, Wilson Aguiar Filho se inspirou em algumas obras como "Dona Beija, a Feiticeira do Araxá", de Thomas Leonardos, e "A Vida em Flor de Dona Beija", de Agripa Vasconcelos.

Numa época em que a Censura estava começando a perder força, "Dona Beija" foi a primeira telenovela a apostar alto no erotismo, com takes pra lá de sensuais. É lendária, por exemplo, a cena onde Beija passeia a cavalo, nua. Ou as cenas de seus banhos nas cachoeiras de Araxá, que foram proibidas pela Censura Federal, mas autorizadas pelo então presidente da República José Sarney, atendendo à um pedido do empresário Adolpho Bloch, dono da TV Manchete.

Em 2009 o SBT reprisou a novela, após comprar as fitas da falida TV Manchete. A emissora chegou a noticiar que faria um "remake" da trama, o que não aconteceu.

Notícia diferente das atuais, que confirmam uma nova versão de "Dona Beija". A produtora de conteúdo Floresta, já dona dos direitos da história, deve estrear em 2022 em uma plataforma de streaming o remake em torno de 50 capítulos, mais curto que a original, que contou com 89.

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