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#70AnosDaTelenovela

'Que Rei Sou Eu?' tirou 'sarro' do Brasil no final dos anos 80 e foi uma das melhores novelas de Cassiano Gabus Mendes


O "Memória da TV" está prestando uma homenagem às telenovelas, que em dezembro deste ano comemoram 70 anos no Brasil. E nossa viagem, que já começou, é "de trás para frente".

Regularmente, um texto novinho pra você, com curiosidades e muita história.

No final dos anos 80, prestes a eleger um novo presidente da República, os brasileiros puderam acompanhar a sagacidade e inteligência de Cassiano Gabus Mendes com a novela "Que Rei Sou Eu?".

Através do fictício Reino de Avlian, o autor destilou suas críticas de forma muito bem humorada. Tudo o que acontecia por aqui, ele transportava para a história que se passava no século XXVII. Até mesmo os planos econômicos eram retratados .

A trama principal começava com a morte do rei Petrus II (Gianfrancesco Guarnieri) – cujo único herdeiro é o filho bastardo Jean Pierre (Edson Celulari). Os conselheiros reais, que exercem forte influência nas decisões da rainha Valentine (Tereza Rachel), resolvem entregar a coroa ao mendigo Pichot (Tato Gabus Mendes). A armação é obra de Ravengar (Antônio Abujamra), o bruxo do condado.


Revoltado, Jean Pierre lidera um grupo de revolucionários para derrubar os vilões.

Em meio aos conflitos, a princesa Juliette (Cláudia Abreu) se apaixona por Pichot.


No final da história, o povo consegue invadir o palácio, eliminar os opressores, confiscar os baús da nobreza e tomar o poder. Em uma das últimas cenas da novela, Jean Pierre, exclama diante do povo de Avilan: "Ninguém vai mais explorar o trabalho do pobre. Agora quero que gritem comigo: viva o Brasil!" Foi a primeira vez que o nome do reino fictício foi substituído pelo do Brasil.

A novela teve vários personagens marcantes. Stênio Garcia como Corcoran, Dercy Gonçalves como Eknésia, a mãe da rainha Valentine e Ítala Nadi como Loulou Lion.


"Que Rei Sou Eu?" é considerada uma das melhores novelas escrita por Cassiano e ganhou prêmio pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) no ano de 1989. E quem diria: a sinopse havia sido negada pela Globo em outras duas oportunidades (anos 70 e início dos anos 80). O motivo? Boni, todo poderoso da emissora, teve receio de que a trama fosse censurada ou sofresse retaliação.


O sucesso da novela foi tão grande que, um mês após seu final, foi reprisada de forma compacta no final das tardes da emissora na "Sessão Aventura".

E não perca nossa "viagem" pelas novelas que entraram para a história da TV

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