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#70AnosDaTelenovela

'Renascer' foi a 'Pantanal' da Globo no início dos anos 90. Seu último capítulo foi 'dividido' em dois!


O "Memória da TV" está prestando uma homenagem às telenovelas, que em dezembro deste ano comemoram 70 anos no Brasil. E nossa viagem, que já começou, é "de trás para frente".

Regularmente, um texto novinho pra você, com curiosidades e muita história.

Depois do estrondoso sucesso de "Pantanal" na TV Manchete, em 1990, a Globo decidiu rever alguns de seus processos artísticos. A sinopse de Benedito Ruy Barbosa havia sido apresentada à direção global, que recusou a história de Juma, a mulher que virava onça. Produzida pela emissora de Adolpho Bloch, roubou preciosos pontos de audiência da emissora carioca.

Logo após o final de 'Pantanal', Benedito foi seduzido pela Globo com a promessa de ter uma novela, pela primeira vez, no horário mais nobre da emissora. A história que quisesse contar. Do jeito que quisesse contar. Carta branca.

Foi assim que nascer "Renascer", sucesso da faixa das 20h da Globo, e que carregou várias referências de "Pantanal".

Ao invés dos rios e bichos do bioma pantaneiro, agora a história tinha cacau, os campos e fazendas da Bahia. Outras similaridades entre as novelas não passaram em branco (o filho rejeitado pelo pai, o protagonista que era dono de grandes propriedades de terras cujo vizinho era um inimigo... e o amor "proibido" da filha do tal inimigo pelo filho rejeitado do protagonista).

Comparações à parte, "Renascer" trouxe à Globo um novo olhar de brasilidade e personagens que, até hoje, são lembrados pelo público, como Buba (Maria Luiza Mendonça), Tião Galinha (Osmar Prado) e Maria Santa (Patrícia França). É ainda dona de cenas memoráveis como quando José Inocêncio (Leonardo Vieira) tem toda a pele do corpo arrancada e é pendurado de cabeça pra baixo. Como esquecer ainda a cena final da trama quando o mesmo (agora Antônio Fagundes) morre abraçado ao filho (Marcos Palmeira) que tanto renegou.


Com direção impecável – porém lenta – de Luiz Fernando Carvalho, a trama começava com José Inocêncio (Leonardo Vieira/ Antônio Fagundes) fincando um facão aos pés de um Jequitibá, prometendo permanecer com o corpo fechado enquanto o objeto estiver ali. Ele afirma que não morrerá "nem de morte matada, nem de morte morrida".

A trama é dividida em duas fases.

Nas roças de Ilhéus, o jovem José Inocêncio trabalha com muito empenho e consegue construir um império do cacau. Apaixonado por Maria Santa (Patrícia França) casa com ela e os dois têm juntos quatro filhos: José Augusto (Marco Ricca), José Bento (Tarcísio Filho), José Venâncio (Taumaturgo Ferreira) e João Pedro (Marcos Palmeira). Após o parto do caçula, Maria Santa morre. A tragédia faz com que José Inocêncio rejeite João Pedro durante toda a vida. Mas, apesar disso, ele cresce com um amor incondicional ao pai, apesar de saber que ele o culpa pela morte de sua mãe.


Enquanto os três filhos mais velhos moram na cidade, João Pedro é o único que se mantém ao lado do pai, mesmo tendo ciência de toda a indiferença que desperta nele. Para complicar ainda mais essa relação entre pai e filho, os dois se apaixonam pela mesma mulher: Mariana (Adriana Esteves). João Pedro conhece e se encanta pela jovem e a leva para trabalhar na fazenda, sem saber que é neta do grande inimigo de José Inocêncio, Belamiro (vivido por José Wilker na primeira fase). Destinada a se vingar da família de José Inocêncio e João Pedro, Mariana acaba se envolvendo verdadeiramente pelo inimigo de seu avô.

José Inocêncio e Mariana se casam, o que faz com que João Pedro tenha que sufocar o amor que sente por ela. Com a notícia da união, os filhos mais velhos exigem que o pai faça logo a partilha entre os herdeiros.


A trama de Benedito Ruy Barbosa ainda abordou o hermafroditismo por meio da personagem Buba, interpretada por Maria Luisa Mendonça, em sua primeira novela na TV Globo.


O elenco contava ainda com Patricia Pillar, Herson Capri, Eliane Giardini, Isabel Fillardis, Gésio Amadeu, Roberto Bonfim, Regina Dourado, Chica Xavier, Fernanda Montenegro, Ana Lucia Torre e Cacá Carvalho.

A apresentação do último capítulo de "Renascer" fugiu ao padrão. Devido à exibição de uma partida de futebol, metade do capítulo foi ao ar na sexta-feira, 12/11/93, e a outra metade, no sábado, 13/11/93. O último capítulo foi reprisado no domingo, na íntegra, após o "Fantástico".

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