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#70AnosDaTelenovela

Suspense de 'A Próxima Vítima' parou o Brasil e desvendou na Globo um esquema ilegal de venda de roteiros para revistas de fofocas


O "Memória da TV" está prestando uma homenagem às telenovelas, que em dezembro deste ano comemoram 70 anos no Brasil. E nossa viagem, que já começou, é "de trás para frente".

Regularmente, um texto novinho pra você, com curiosidades e muita história.

Em 1995 Silvio de Abreu decidiu "causar" no horário nobre da Globo.

Além de trazer a história de um misterioso serial-killer, cuja identidade só seria revelada no último capítulo, o autor fez o público se perguntar quem seria a próxima vítima do assassino... e claro: o por que? Qual a ligação das mortes? Quem não prendia a respiração ao avistar o Opala preto, veículo do assassino, se aproximando de alguns personagens.


Durante o desenrolar da história, novos suspeitos despontavam a todo momento e a ligação entre os personagens eram desmascaradas deixando o público ligadinho à cada capítulo.

A cena final da revelação do assassino, com a presença de poucos envolvidos, foi gravada às 19h do dia 4 de novembro de 1995, uma hora e meia antes da exibição. O suspense era geral. O "Jornal Nacional" daquela noite mostrava as ruas vazias das cidades. Ninguém queria perder o último capítulo da novela.

O assassino era Adalberto (Cecil Thiré) e, todas as vítimas, tinham uma ligação com um fato do passado: eram testemunhas de um crime cometido por ele no passado.


Para despistar a imprensa, numa época em que a Internet ainda não estava popularizada, a Globo gravava diversas cenas que, sabidamente não iriam ao ar. Ao proibir a divulgação do resumo da trama, a Globo desmantelou um esquema de "venda de roteiros dos capítulos": alguns funcionários da emissora do departamento de cópias, ganhavam dinheiro de sites e revistas de fofocas para entregar roteiros em "primeira mão".

Sílvio de Abreu usou a novela ainda para tocar em assuntos sensíveis:

- o romance gay interracial entre Sandrinho (André Gonçalves) e Jefferson (Lui Mendes). Apesar do casal ter conquistado grande parte do público, André chegou a ser espancado nas ruas por conta do personagem;

- o amor pessoas com idades bem distintas, com os casais Cacá (Yoná Magalhães) e Adriano (Lugui Palhares) e Zé Bolacha (Lima Duarte) e Irene (Vivianne Pasmanter);

- inovou ao inserir uma família negra de classe média alta (com os personagens de Zezé Motta e Antônio Pitanga), algo incomum nas novelas.

Outros personagens fizeram muito sucesso como as matriarcas Filomena (Aracy Balabanian), Ana (Susana Vieira), a vilã Isabela (Claudia Ohana), que protagonizou uma cena que chocou o público ao aparecer banhada de sangue após ser esfaqueada no rosto pelo amante, seu tio Marcelo (José Wilker).



A Globo chegou a reunir parte do elenco três meses após o final da novela para gravar um outro final, com outro assassino: Ulysses (Otávio Augusto). A versão seria exibida no mercado internacional, mas também foi transmitida por aqui na reprise do "Vale a Pena ver de Novo" no ano 2000.


Uma outra curiosidade foi a presença, como participação especial, da então modelo Renata Vascocellos, hoje titular do "Jornal Nacional". Ela ainda fez uma participação na abertura da novela "História de Amor" do mesmo ano.


E não perca nossa "viagem" pelas novelas que entraram para a história da TV

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