Abordando clonagem humana e islamismo, 'O Clone' ganhou remake fora do Brasil, enfrentou a badalada primeira edição da 'Casa dos Artistas', e foi um sucesso de audiência

Por Rodrigo Felicio ([email protected]) em 10/10/2021 às 15:52:46

O "Memória da TV" está prestando uma homenagem às telenovelas, que em dezembro deste ano comemoram 70 anos no Brasil. E nossa viagem, que já começou, é "de trás para frente".

Regularmente, um texto novinho pra você, com curiosidades e muita história.

Atualmente sendo reprisada pela Globo no "Vale a Pena ver de Novo", a novela "O Clone" foi exibida originalmente entre 2001 e 2002. Com um elenco estelar e mesclando temas totalmente distintos, como a clonagem humanada e a cultura árabe, Gloria Perez assinou um de seus maiores êxitos no horário nobre da Globo.

Com uma história que cativou o público desde o início, não sentiu o "baque" que tantos outros programas da Globo sentiram ao enfrentar o reality "Casa dos Artistas", que o SBT lançou "de surpresa" em outubro de 2001 e foi um fenômeno de audiência do canal de Silvio Santos. 'Fantástico' e a linha de 'shows' da Globo perderam muita audiência ao enfrentar o programa de confinamento de artistas.

A direção cinematográfica de Jayme Monjardim em cenários deslumbrantes do Marrocos, somado à história interessantíssima costurada por Glória, foram suficientes para chegar a marcar médias de até 62 pontos no Ibope (audiência do último capítulo).

A trama girava em torno do romance "proibido" entre Jade (Giovanna Antonelli), uma jovem brasileira de origem muçulmana, e Lucas (Murilo Benício). Os dois se apaixonam à primeira vista no Marrocos. Porém, a jovem estava prometida pela família a outro homem (Dalton Vigh). O plano de fugiram juntos não é concretizado porque o irmão gêmeo de Lucas, Diogo, morre num acidente. Abalado pela morte do afilhado, o cientista Albieri (Juca de Oliveira) decide clonar Lucas.


Os anos se passam. Jade esta casada com seu "prometido" Said e tem uma filha. Lucas também se casou no Brasil. Crescido, Leo, o clone, causará reviravolta na vida de todos ao cruzar com Jade e Lucas.

Giovanna Antolenni se alçou a estrelado em sua primeira grande protagonista. Murilo Benício arrancou elogio ao conseguir interpretar três personagens distintos e a novela colecionou uma verdadeira galeria de personas inesquecíveis, como Dona Jura (Solange Couto) que imortalizou o bordão "Não é brinquedo não", Zoraida (Jandira Martini) que alertava as pessoas que poderiam "queimas no mármore do inferno", e a pequena Khadija (Carla Diaz) que ao dançar soltava um "Inshalá".


Os termos árabes se popularizaram no país e até hoje estão no vocabulário dos brasileiros, mostrando o poder e influência da telenovela no cotidiano.

A dependência de drogas também foi retratada pela novela com a personagem Mel, interpretada por Débora Falabella, que teve grande destaque e repercussão.


O sucesso foi tão grande que em 2008, a emissora americana Telemundo, em parceria com a Globo, produziu um remake da história, El Clon", que foi exibida nos Estados Unidos e, assim como a versão brasileira, comercializada mundo a fora.


A trama já foi reprisada no "Vale a Pena Ver de Novo" em 2011 e no canal VIVA em 2019, sempre com muito sucesso.

E não perca nossa "viagem" pelas novelas que entraram para a história da TV!

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