Primeira novela 'aprovada por e-mail', 'Alma Gêmea' foi um dos maiores sucessos de Walcyr Carrasco

Por Rodrigo Felicio ([email protected]) em 07/10/2021 às 20:12:38

O "Memória da TV" está prestando uma homenagem às telenovelas, que em dezembro deste ano comemoram 70 anos no Brasil. E nossa viagem, que já começou, é "de trás para frente".

Regularmente, um texto novinho pra você, com curiosidades e muita história.

Depois de estrear na Globo em 2000 com a novela "O Cravo e a Rosa", o autor Walcyr Carrasco virou um "midas" na emissora. Toda história que escrevia, virava "ouro" (ou se transformava em fenômeno de audiência.

Tanto que escreveu, nos anos 2000 quase 1 novela por ano. Começava ali o apelido de "furão", quando ele era convocado às pressas para "salvar" o Ibope com suas novelas, e tinha suas histórias adiantadas.

De "lambuja", com "Alma Gêmea, de 2005, teve o melhor desempenho de uma trama das 18h desde "Tropicaliente" de 1994. Foram inacreditáveis 39 pontos de média geral no Ibope na Grande SP. Com direito a média de 53 pontos no último episódio. Um fenômeno. Bateu as tramas da 19h e 21h com muita frequência.

Uma curiosidade é que a trama foi uma das que tiveram aprovação mais rápida da Globo. Segundo o próprio autor, após o final de "Chocolate com Pimenta", a direção da emissora já encomendou uma nova história. Sem sinopse para apresentar, escreveu seis linhas relatando a ideia principal e a enviou. "E foi a primeira novela aprovada por e-mail na TV Globo", disse ele durante o workshop da trama.

"Alma Gêmea" abordou o espiritismo ao contar o amor eterno de um homem e uma mulher tragicamente separados e que, cerca de 20 anos depois, voltam a se encontrar quando ela reencarna em um novo corpo.

Começa nos anos 20 quando o botânico Rafael (Eduardo Moscovis) e a bailarina Luna (Liliana Castro) apaixonam-se à primeira vista. O amor meteórico é invejado pela governanta do casal, Cristina (Flávia Alessandra), que arma um assalto que acaba em tragédia: a morte de Luna, que reencarna como Serena (Priscila Fantin), filha de um garimpeiro e uma índia. Rafael então vira um homem amargurado. O destino coloca Serena para trabalhar em sua casa e suas almas se reconectam: se apaixonam perdidamente.


Ana Lucia Torres e Flávia Alessandra, como vilãs, mãe e filha, foram um dos grandes destaques da novela. A cena final, quando Cristina morre num incêndio, louca, é considerada antológica. Alguns "gifs" das duas, aliás, perduram até hoje nas redes sociais através de memes.


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